Saturday, December 6, 2008

Dois Pesos, Duas Medidas

Coisas que odeio que as pessoas façam:
(…)
13) Reclamar do governo, mas…
…comprar coisas piratas, sonegar impostos, levar a vida no ‘jeitinho’, deixar transparecer que, se tivesse uma oportunidade, roubaria tanto quanto aqueles políticos que tanto critica.

Suellen em “95 Teses de Lutero

relacionado: este post + comentários (e este também, do mesmo blog)


Update: a parte II foi publicada, e contém mais uma pérola que complementa a anterior:

19) Ser idealista, porém…
…desfrutar de tudo do bom e do melhor, mesmo sem saber que muitas dessas coisas das quais desfruta vieram graças à ideologia que tanto combate, que tanto odeia.

Olha, nada contra usar uma camiseta do Che Guevara (cujo filme irá estrear logo por aqui, com o Benicio del Toro), ser contra o presidente americano do momento, ficar indignado pelo fato de darem US$ 1 trilhão para os bancos e não para os famintos, ou ser a favor do meio ambiente, militando no Greenpeace.

O problema, por exemplo, surge quando o cidadão se revolta com o capitalismo, mas cursa uma faculdade, cara, seja pela mensalidade absurda, seja por ser custeada por nossos impostos. E quem banca seu idealismo é o pai, muitas vezes, executivo de uma multinacional das mais típicas do capitalismo que ele odeia tanto. Tanto que, enquanto você chega de ônibus na faculdade, e é logo criticada por ele por escolher trabalhar numa empresa que, entre outros absurdos, agride o meio ambiente, o idealista veio sozinho, de carro, equipado com ar-condicionado, cujo gás é um dos que mais prejudicam nossa atmosfera, mas para quê saber disso, né? Chato demais…

Ou então usar uma bandeira do Tibete no carro, na camiseta, mas continuar a comprar produtos chineses…Francamente, quer mudar o mundo? Adote posturas e atitudes condizentes. Não se limite aos discursos.

Posted by Waldir Pimenta at 14:11:35 | Permalink | Comments (1) »

Friday, June 27, 2008

Campanha Wikipédia

Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!

…e também a pen drives, card drives, camisetas geeks, livros e mais! O BR-Linux e o Efetividade lançaram uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation e outros mantenedores de projetos que usamos no dia-a-dia on-line. Se você puder doar diretamente, ou contribuir de outra forma, são sempre melhores opções. Mas se não puder, veja as regras da promoção e participe - quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes!

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Saturday, June 21, 2008

It only works in theory…

“Wikipedia has succeeded not in spite of the fact that the encyclopedia is free but because the encyclopedia is free.”

quoting Benjamin Mako Hill from “Why Give to Wikimedia?

Posted by Waldir Pimenta at 15:26:25 | Permalink | No Comments »

Thursday, March 27, 2008

Liberdade não é anarquia…

(…) [A Wikipédia] anglófona é completamente diferente [da lusófona] e há muitos falantes de português que acabam por preferi-la, o que é tão triste quanto compreensível. Infelizmente, na lusofonia, vivemos em países com fraca cultura democrática, em que a aluna bate na professora e o povinho - conivente com ditaduras de dezenas de anos - acha que viver em liberdade e democracia é assim mesmo… O problema da wikipédia lusófona parece ser o sintoma de toda uma era social e de uma geração que questiona os valores dos pais (o que eu acho muito bem), mas que não sabe, a partir daí, criar um novo sistema de valores (o que eu acho muito mal). Ficamos, assim, numa espécie de desorientação pateta em que tudo parece ser possível e aceitável. Enfim…

por Ozalid, administrador (inactivo de momento) da Wikipédia Lusófona
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Wednesday, January 23, 2008

Researching should be hard! (not)

“The notion that the Internet is eroding our research skills echoes the past mantra that the lower classes should not be taught to read.”

Reference books? Give me Wikipedia (read it, I reccomend it)

Posted by Waldir Pimenta at 15:35:04 | Permalink | No Comments »

Friday, November 2, 2007

Reverse psychology and Wikipedia

Professor Martha Groom at the University of Washington-Bothell has came up with a creative way to deal with Wikipedia. Instead of letting her students rely on the online encyclopedia as a source (an approach that has proved often controversial), Groom has turned it into a destination for their classwork: in place of a term paper, her students were required to create Wikipedia entries.

Groom’s initial goal was simply to provide some meaning to the college-level term paper, which typically has an audience of one (the professor) before ending its career in a recycling bin. Groom hoped that assigning students the task of creating a Wikipedia entry would make the effort more meaningful, since students were writing for what might be a wider audience and with the intention of providing a general public benefit.

source: Ars Technica

UPDATE: If you liked this post, you should definitely take a look at Wikipedia’s School_and_university_projects
Posted by Waldir Pimenta at 02:49:17 | Permalink | No Comments »

Thursday, June 21, 2007

Wikimania 2007

I’ll be there!! :D 

Posted by Waldir Pimenta at 23:36:15 | Permalink | Comments (1) »

Monday, August 28, 2006

Commercial vs. Free

[Falando do Wikipedia] “Commercial encyclopedias are doomed anyway because, as Microsoft is finding out with Linux, it’s hard to compete with free.”

David Gerard

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Monday, June 26, 2006

O Futuro das Enciclopédias

Nos dias de hoje, o negócio da venda de enciclopédias é tudo menos simples. Afinal de contas, porque haveria alguém de investir em enciclopédias com vários volumes e ainda mais quilos, quando existem alternativas disponíveis online, e gratuitamente?

O Google oferece um motor de busca que fornece acesso a uma fonte aparentemente infinita de conhecimento, enquanto a Wikipedia, a enciclopédia online de “fonte aberta” (open-source), possui uma adesão fenomenal de editores e de utilizadores. Para preservar uma indústria secular, e manter financeiramente viáveis as enciclopédias impressas, as enciclopédias tradicionais tiveram já que se reinventar com o advento do CD-ROM. Agora, terão que fazê-lo outra vez, ou arriscar serem suplantadas pela Wikipedia, uma enciclopédia que nem sequer está no negócio de fazer dinheiro.

De acordo com a filosofia de open-source, a raison d’être da Wikipedia é oferecer o conteúdo gratuito a todos. O modelo da Wikipedia (“wiki” é rapido em havaiano, “pedia” é ensino em grego) é consideravelmente mais democrático, oferecendo aos seus milhões dos utilizadores a oportunidade de adicionar, actualizar ou corrigir a informação nela contida, em tempo real. os auto-denominados Wikipedistas falam frequentemente do quão libertadora a seu primeira contribuição soube. Kathleen Walsh, 23 anos, uma recente finalista da faculdade que se graduou em música, recorda a primeira vez que adicionou conteúdo ao artigo sobre o contrabaixo. “Eu escrevi um parágrafo do texto e lá estava,” recorda Kathleen. “Você escreve todas essas páginas para a faculdade e ninguém as chega a ler, e você escreve para Wikipedia e o mundo inteiro vê-o, imediatamente.”

Até agora, a organização não-lucrativa tem mais do que milhão entradas em inglês, e versões em mais de 200 línguas, mas apenas possui quatro funcionários pagos. A grande parte das operações é realizada por voluntários. Quando Jimmy Wales, 39 anos, co-fundou a Wikipedia há cinco anos, o ex-comerciante disse que o seu objectivo era criar e distribuir gratuitamente conhecimento - em vez de seguir o modelo decadente das milionárias ponto-com que andavam a “vender anúncios pop-up e spam.”

O conceito de open-source não é novo - os criadores de software o têm usado usaram durante anos. As suas raizes podem datar de desde 1859, quando a Philological Society de Londres divulgou um apelo para que voluntários contribuíssem para o que é hoje conhecido como o Oxford English Dictionary. A Wikipedia construiu uma forte lealdade dos utilizadores ao convidá-los a contribuir para a sua knowledge base, o que lhes dá uma sensação de envolvimento pessoal, mesmo de posse, num projecto conjunto. A Enciclopaedia Britannica e outras enciclopédias tradicionais não têm nada para se opor a isso.

A Britannica perdeu seu status como o padrão ao “falhar em evoluir como produto.” A história começa em 1992 quando a Microsoft comprou os direitos para a enciclopédia de baixo valor da Funk & Wagnalls e a reempacotou a como Encarta, um CD-ROM multimédia. A Britannica foi apanhada completamente de surpresa. De repente, as enciclopédias tornaram-se acessíveis às massas, à medida que os preços caíam para menos de $100.

Por volta de 1999, o número de empregados da Britannica caiu para 350, do número inicial de 2300. Realmente, tal como comenta um livro da Harvard Business School Press (Blown to Bits: How the New Economics of Information Transforms Strategy), “os mais veneráveis podem provar serem os mais vulneráveis.”

Traduzido e condensado de

Just the facts por Sharda Prashad

Posted by Waldir Pimenta at 23:07:45 | Permalink | Comments (1) »

Monday, June 12, 2006

Wikipedia vs Yahoo Answers

Wikipedia, if it were a computer game, would be a strategy game where you take a long view to win a campaign or goal. Yahoo Answers is a first-person shoot-em-up. Questions appear, and as soon as one is shot down with an answer, it’s on to the next one.”

do artigo Look Out Wikipedia, Here Comes Yahoo Answers!, from SearchEngineWatch.com

Posted by Waldir Pimenta at 14:31:57 | Permalink | No Comments »