Monday, May 29, 2006

A Internacionalização

Durante debate em uma universidade, nos Estados Unidos, o ex-governador do DF e na altura ministro da Educação Cristovam Buarque, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia.

O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro.

Esta foi a resposta do Sr. Cristovam Buarque:

“De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso.

Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.

Se a Amazônia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro… O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço.

Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.

Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural Amazônico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.

Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada.

Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade, assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua historia do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro.

Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.

Defendo a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola.

Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Crianças pobres do mundo como um patrimônio da Humanidade, eles não deveriam viver?

Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa!”

Obs.: este artigo foi publicado no NEW YORK TIMES, WASHINGTON POST, TODAY e nos MAIORES JORNAIS da EUROPA e JAPÃO.

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Posted by Waldir Pimenta at 19:16:21 | Permalink | No Comments »

Monday, February 20, 2006

The System

Why don’t presidents fight the war?
Why do they always send the poor?

System of a Down, B.Y.O.B.

Posted by Waldir Pimenta at 21:06:28 | Permalink | Comments (1) »

Monday, August 22, 2005

O Segredo dos Líderes

No ambiente de trabalho, em casa, na escola, em qualquer lugar. Homens e mulheres, independentemente da idade, enfrentam um mesmo desafio no dia-a-dia: persuadir o outro (ou os outros) a seguir suas ideias. Não é preciso ser político ou marqueteiro para reconhecer como é difícil fazer alguém mudar de opinião e começar a agir de acordo com essa mudança.

Há dez anos, o psicólogo Howard Gardner, professor da Universidade Harvard e um dos mais respeitados pesquisadores do comportamento humano, resolveu estudar o que poderia ser feito para facilitar essa missão. Através da análise das mentes de grandes líderes em diversas áreas, ele descobriu os pontos em comum usados por essas personalidades para modificar a cabeça de milhões.

Entre eles estão políticos que empreenderam grandes reformas, como a ex-primeira-ministra da Inglaterra Margaret Thatcher, superaram grandes crises, como os presidentes americanos George W. Bush e Bill Clinton, ou empresários de sucesso astronómico, como Bill Gates, da Microsoft, e Jack Welch, da General Electric.

Gardner analisou também artistas que fizeram inovações radicais, como o pintor Pablo Picasso e os músicos dos Beatles, e cientistas que trouxeram conceitos radicalmente novos, como Albert Einstein e Sigmund Freud. Por fim, estudou líderes pacifistas como Mahatma Gandhi, Nelson Mandela e os papas João Paulo II e João XXIII.

A partir dessa radiografia, o psicólogo elaborou um método de persuasão. O resultado está no livro Mentes Que Mudam – A Arte e a Ciência de Mudar as Nossas Ideias e as dos Outros, recém-lançado no Brasil. “Apresentar múltiplas versões de um mesmo conceito é uma das mais poderosas maneiras de influenciar a mente de alguém”, revelou Gardner em entrevista exclusiva a ÉPOCA. ”É um dos sete vectores que funcionam como alavancas das mudanças.”

Lançado nos Estados Unidos no meio do ano, o livro virou um best-seller entre os executivos. Depois de anos falando de reengenharia e processos, os homens de negócios agora parecem mais interessados no comportamento humano. Não é à toa que, há dois anos, o Prémio Nobel de Economia foi concedido a um psicólogo, Daniel Kahneman. Seus estudos mostraram que os consumidores não agem como prevêem as teorias económicas, e por isso mesmo tomam ä decisões improváveis.

O trabalho de Gardner vai além. É como se tivesse descoberto a chave que abre o cérebro para uma mudança de atitude. Segundo ele, as formas clássicas de persuasão são conversas, ensino, terapia e criação e disseminação de ideias e produtos. O fundamental é que tudo seja exposto de forma racional, objectiva, sistemática e com uma argumentação variada e envolvente. “Gosto de pensar na mente como um campo de batalha. Nesse ambiente, várias histórias competem, brigam umas com as outras pela sobrevivência, pela duradoura permanência no cérebro, pela oportunidade de estimular comportamentos”, diz.

Aparentemente simples, os tais sete vectores representam os recursos usados pelos líderes para influenciar pessoas. São eles: razão, pesquisa, ressonância, redescrição, recursos/recompensas, eventos do mundo real e resistências. No livro, Gardner analisa como os cérebros mais influentes da História valeram-se desses recursos para conseguir o que queriam. “As mensagens de mudanças precisam ser planejadas, estudadas e comunicadas com eficiência. É fundamental estar embasado, ser um bom comunicador e conhecer o perfil do ouvinte para poder abordá-lo do jeito certo”, explica.

O grande trunfo de Clinton, por exemplo, era a capacidade de compreender a mente alheia. Ele aprendia o máximo possível sobre todas as pessoas que conhecia e fazia uma análise antecipada do que poderia conseguir num encontro com determinada audiência. Margaret Thatcher valia-se de dados e estatísticas para convencer os outros de que estava certa. Já o papa João Paulo II se destaca por influenciar não só membros da Igreja Católica, como de outras religiões. “Ele conseguiu mudar o ponto de vista de multidões, pois foi capaz de criar histórias sobre valores políticos e pessoais e corporificá-las na vida impressionante que tem levado”, escreveu Gardner.

7 Vetores
As alavancas que favorecem as mudanças mentais
1 - Razão: apresentação lógica e racional do pensamento
2 - Pesquisa: utilização de informações relevantes e dados objectivos na argumentação
3 - Ressonância: a ideia deve parecer correcta ao público, que, muitas vezes, se identifica com a mensagem
4 - Redescrições: contar uma boa história usando diferentes “embalagens”, ter retórica
a audiência precisa ser seduzida e acreditar que ganha alguma coisa – dinheiro, obras etc.
6 - Eventos do mundo real: crises, guerras, tudo o que pode levar à mudança de conceitos
7 - Resistências: o líder deve estar preparado para elas e saber enfrentá-las

Mas o método dos líderes políticos não é o único. Artistas e cientistas usam outros recursos. “Os artistas expandem nossa noção do que é possível, empregam temas que foram pouco ou nunca abordados e ajudam a definir o espírito de uma época”, explica Gardner. “Já os cientistas mudam nosso entendimento do mundo através de suas descobertas.” Por isso, não precisam ter a retórica dos políticos. Basta que apresentem o resultado de seus trabalhos com embalagens diferentes para cada tipo de público. Por lidar directamente com pessoas, o caminho percorrido por Freud foi um pouco diferente. “Ele também dependia da razão e dos dados derivados de seus pacientes”, analisa Gardner. “Mas Freud mudou mentes indirectamente através de suas inovadoras técnicas terapêuticas.”

8 Inteligências
Diferentes tipos de talentos determinam o potencial de uma pessoa:
1 - Linguística
2 - Matemática
3 - Musical
4 - Espacial
5 - Corporal
6 - Naturalista
7 - Pessoal
8 - Existencial

O psicólogo americano também mostra os erros de comportamento de empresários importantes como Robert Shapiro, ex-presidente da Monsanto, e John Chambers, ainda no comando da Cisco. “Se já não é fácil provocar uma mudança mental, mais difícil ainda é substituir uma maneira simples de pensar por outra mais complexa. Só a combinação dos sete vectores produz uma transformação completa”, acredita o psicólogo.

Filho de judeus que fugiram da Alemanha nazista, Gardner ressalta que histórias simples e bem conduzidas, mesmo quando usadas com propósitos horrendos, também funcionam. É o método de Hitler, Mao Tsé-tung e, mais recentemente, Osama Bin Laden. “São casos clássicos de persuasão usada de forma eficiente, mas egocêntrica. Homens assim convencem seus seguidores a lutar até a morte, e só perdem a popularidade quando são derrotados.”

A maioria das mudanças mentais é gradual e ocorrem ao longo de períodos de tempo. Mas, como os indivíduos têm uma tendência a escorregar de volta para maneiras anteriores de pensar, elas só se consolidam quando ficam tão arraigadas quanto suas predecessoras. Além dos vectores, há factores que facilitam e outros que dificultam a mudança das mentes.

É mais fácil convencer as pessoas quando:

- Estão em um novo ambiente, cercado por iguais que pensam diferente. Ex.: uma universidade;
- passam por uma experiência difícil. Ex.: acidente, divórcio, perda de emprego,
- encontram personalidades luminosas.

É mais difícil se elas:

- cultivam uma ideia por muito tempo,
- defendem em público seus pontos de vista,
- estão emocionalmente envolvidas.

Nos anos 80, o próprio Gardner foi responsável por uma profunda transformação no sistema educacional com o conceito das inteligências múltiplas. De acordo com ele, as pessoas podem desenvolver oito tipos de inteligência: linguística, lógica, musical, espacial, corporal, naturalista, pessoal e existencial. “Apesar de não ter analisado os vectores de mudança, eu mesmo usei vários para pregar minhas ideias”, lembra ele.

Os líderes bem-sucedidos empregam basicamente três inteligências: a linguística, para contar boas histórias; a pessoal, pois precisam compreender as pessoas, saber ouvi-las e motivá-las; e a existencial, de forma que se sintam à vontade ao formular questões fundamentais. Já no campo pessoal, a estratégia é outra. “Quem quer influenciar o companheiro, um amigo ou parente deve, antes de tudo, evitar o egocentrismo”, ensina.

Recentemente, Gardner foi convencido por Ben, um de seus quatro filhos, a dar-lhe um cachorro. Durante muito tempo, o psicólogo manteve-se irredutível por ser alérgico a cães. Quando o filho mudou o discurso alegando que o animal o faria muito feliz, Gardner reviu seu ponto de vista. Pelo jeito, Ben andou lendo os conselhos do livro do pai.

Entrevista com a revista Época
ÉPOCA - Existe uma ordem de importância para os sete vectores?
Howard Gardner - Depende do tipo de mudança desejado e da audiência. Na vida académica, a razão e a pesquisa são os mais importantes. Entre duas pessoas íntimas, a ressonância positiva ou negativa é que faz diferença. No caso de mudar mentes de jovens, o vector ideal é o da redescrição – apresentar uma nova ideia de diferentes maneiras.
ÉPOCA - Como o senhor relaciona os sete vectores com os oito tipos de inteligência?
Gardner - Os vectores da razão e da pesquisa estão situados na inteligência lógica. O da ressonância baseia-se na inteligência pessoal, enquanto o da redescrição necessita de vários tipos de inteligência. A linguística é importante na mudança de mentes entre pares. Quanto mais uma pessoa souber sobre suas inteligências e de sua audiência, maiores serão as chances de acertar.
ÉPOCA - Qual dos vectores o senhor considera mais importante no ambiente de trabalho? E para pais se relacionarem com os filhos?
Gardner - Em empresas e escritórios, entender e saber superar resistências é fundamental. Para os pais, meu conselho é não apostar em recompensas e castigos. Esse tipo de atitude muda o comportamento dos filhos apenas temporariamente. É mais proveitoso desenvolver um elo de confiança para que as mudanças impostas tenham ressonância com os pequenos.
ÉPOCA - É válido gastar tempo e energia tentando convencer alguém com opiniões fortes?
Gardner - Todo o mundo sempre pode mudar. Minha dica é que a pessoa espere o outro ter problemas e procurar por ajuda. Nessa hora, ouça com atenção e não faça comentários que possam atiçar as crenças do outro.
ÉPOCA - Além da persuasão, há outros métodos para mudar mentes?
Gardner - Claro. Um deles é a religião, aspecto que não abordei no livro. Acredito que o presidente George W. Bush foi reeleito porque era visto como o candidato mais religioso.

Aida Veiga
http://revistaepoca.globo.com

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Monday, August 15, 2005

Homens que Mudaram o Mundo

No livro intitulado “Nunca desista de seus sonhos”, o autor Augusto Cury tece interessantes considerações a respeito da capacidade humana de alterar o curso da própria história.

Diz ele, em resumo, que a maior genialidade não é aquela que vem da carga genética, nem a que é produzida pela cultura acadêmica. Mas sim, aquela que é construída nos vales dos medos, nos desertos das dificuldades, nos invernos da existência, no mercado dos desafios.

Muitos sonhadores desenvolveram áreas nobres da sua inteligência, atravessando turbulências aparentemente insuperáveis. Suportaram pressões que poucos agüentam. Viveram dias ansiosos, sentiram-se pequenos diante dos obstáculos. Alguns foram chamados de loucos, outros, de tolos. Zombaram de alguns, outros foram discriminados. Tinham todos os motivos para desistir de seus sonhos, mas não desistiram.

Quais foram seus segredos?
Eles fizeram da vida uma aventura. Não foram aprisionados pela rotina. Embora não seja possível escapar da rotina, esses sonhadores passaram parte de suas vidas criando, inventando, descobrindo. Tiveram uma visão panorâmica da existência mesmo em tempo nublado. Foram empreendedores, estrategistas, persuasivos, amigos do otimismo. Foram sociáveis, observadores, analíticos e críticos. Fizeram escolhas, traçaram metas e as executaram com paciência.

Segundo o filósofo Kant, “a paciência é amarga, mas seus frutos são doces.” A paciência é o diamante da personalidade. Muitos discorrem sobre ela, mas são poucos os que a conquistam e colhem seus frutos. Para Plutarco, “a paciência tem mais poder do que a força”. Não se pode medir um ser humano pelo seu poder político e financeiro. Ele pode ser avaliado pela grandeza de seus sonhos e pela paciência em executá-los.

No entanto, a paciência é um dos remos que impulsiona o barco dos sonhos. O outro remo é a coragem. É necessário ter-se coragem para correr riscos e superar os obstáculos. Aqueles que têm medo jamais navegam em mares desconhecidos. E por isso mesmo nunca serão capazes de conquistar outros continentes.

Os homens que transformaram seus sonhos em realidade aprenderam a ser líderes de si mesmos para depois liderar o mundo que os cercava. Tinham uma ambição positiva, queriam transformar a sociedade em que estavam inseridos. Foram dominados por um desejo de serem úteis para os outros. É possível destruir o sonho de um ser humano quando ele sonha para si, mas é impossível destruir seu sonho quando ele sonha para os outros. Os ditadores jamais conseguiram destruir os sonhos daqueles que sonharam com a liberdade do seu povo. Morrem os ditadores, enferrujam-se as armas, mas não se pode destruir os sonhos de quem ama ser livre.

Pensemos nisso.

Com base no livro Nunca desista de seus sonhos, de Augusto Cury
Ed. Sextante, 2004,
item intitulado “Os segredos dos que mudaram a história”.

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Monday, June 20, 2005

Como Mudar o Mundo

Se você quer transformar o mundo, experimente primeiro promover o seu aperfeiçoamento pessoal e realizar inovações no seu próprio interior. Estas atitudes se refletirão em mudanças positivas no seu ambiente familiar. Deste ponto em diante, as mudanças se expandirão em proporções cada vez maiores. Tudo o que fazemos produz efeito, causa algum impacto.

Se existe amor, há também esperança de existirem verdadeiras famílias, verdadeira fraternidade, verdadeira igualdade e verdadeira paz. Se não há mais amor dentro de você, se você continua a ver os outros como inimigos, não importa o conhecimento ou o nível de instrução que você tenha, não importa o progresso material que alcance, só haverá sofrimento e confusão no cômputo final. O homem vai continuar enganando e subjugando outros homens, mas insultar ou maltratar os outros é algo sem propósito. O fundamento de toda prática espiritual é o amor. Que você o pratique bem é meu único pedido.

Determinação, coragem e autoconfiança são fatores decisivos para o sucesso. Não importa quais sejam os obstáculos e as dificuldades. Se estamos possuídos de uma inabalável determinação, conseguiremos superá-los. Independentemente das circunstâncias, devemos ser sempre humildes, recatados e despidos de orgulho.

Seria muito mais produtivo se as pessoas procurassem compreender seus pretensos inimigos. Aprender a perdoar é muito mais proveitoso do que simplesmente tomar de uma pedra e arremessá-la contra o objeto de sua ira. Quanto maior a provocação, maior a vantagem do perdão. É quando padecemos os piores infortúnios que surgem as grandes oportunidades de se fazer o bem a si e aos outros.

A agressão é uma tendência que faz parte do nosso íntimo. Por isso, temos de lutar contra nós mesmos. Homens criados em ambientes rigorosamente não-violentos acabaram se transformando nos mais horríveis carniceiros. O que prova que a semente da mais insana agressividade mora nas profundezas de cada um de nós. Mas nossa verdadeira natureza é de modo geral pacífica. Todos nós conhecemos as agitações da alma humana, que está sujeita a imprevistos assustadores. Mas essa não é a sua força dominante. É possível e é necessário dominar a agressividade.

O que mais nos incomoda é ver nossos sonhos frustrados. Mas permanecer no desânimo não ajuda em nada para a concretização desses sonhos. Se ficamos assim, nem vamos em busca dos nossos sonhos, nem recuperamos o bom humor! Este estado de confusão, propício ao crescimento da ira, é muito perigoso. Temos de nos esforçar e não permitir que a nossa serenidade seja perturbada. Quer estejamos vivenciando um grande sofrimento, ou já o tenhamos experimentado, não há razão para alimentarmos o sentimento de infelicidade

A felicidade é um estado de espírito. Se a sua mente ainda estiver num estado de confusão e agitação, os bens materiais não lhe vão proporcionar felicidade. Felicidade significa paz de espírito.

É através da arte de escutar que seu espírito se enche de fé e devoção e que você se torna capaz de cultivar a alegria interior e o equilíbrio da mente. A arte de escutar lhe permite alcançar sabedoria, superando toda ignorância. Então, é vantajoso dedicar-se a ela, mesmo que isto lhe custe a vida. A arte de escutar é como uma luz que dissipa a escuridão da ignorância. Se você é capaz de manter sua mente constantemente rica através da arte de escutar, não tem o que temer. Este tipo de riqueza jamais lhe será tomado. Essa é a maior das riquezas.

Quando estiver praticando a caridade, faça-o com alegria e com um semblante radiante. Devemos praticar a caridade com um sorriso no rosto e otimismo no coração.

O aprimoramento da paciência requer a presença de alguém que deliberadamente nos faça mal. Esse tipo de pessoa nos dá a chance de praticarmos a tolerância. A nossa força interior é posta à prova com mais intensidade do que aquela de que o nosso guia espiritual seria capaz. Em essência, o exercício da paciência nos protege da perda da confiança.

Dalai Lama
(segundo este site)

Posted by Waldir Pimenta at 15:37:16 | Permalink | Comments (1) »