Tuesday, November 11, 2008
Wednesday, October 22, 2008
did you know that one too?
Friday, June 6, 2008
Artists Depend On A Rich Public Domain
Fiquei ligeiramente surpreso por a apresentação deles (largamente improvisada, aliás) ter-se focado em dois aspectos principais: os prazos curtíssimos que têm para entregar os trabalhos, e as dificuldades em arranjar conteúdo para os produzir, devido ao licenciamento do conteúdo existente (copyright).
If we know little about the utility of longer copyright terms, there is abundant evidence regarding the vital importance to the progress of our culture of a robust stock of public domain works.
Most artists, if pressed, will admit that the true mother of invention in the arts is not necessity, but theft. And this is true even for our greatest artists. Shakespeare’s Romeo and Juliet (1591) was taken from Arthur Brooke’s poem Romeus and Juliet (1562), and most of Shakespeare’s historical plays would have infringed Holingshead’s Chronicles of England (1573). For the third movement of the overture to Theodora, Handel drew on a harpsichord piece by Gottlieb Muffat (1690-1770). Passages of both works are compared at this very interesting web site.
Cultural giants borrow, and so do corporate giants. Ironically, many of Disney’s animated films are based on Nineteenth Century public domain works, including Snow White and the Seven Dwarfs, Cinderella, Pinocchio, The Hunchback of Notre Dame, Alice in Wonderland, and The Jungle Book (released exactly one year after Kipling’s copyrights expired).
Borrowing is ubiquitous, inevitable, and, most importantly, good. Contrary to the romantic notion that true genius inheres in creating something completely new, genius is often better described as opening up new meanings on well-trodden themes. Leonard Bernstein’s reworking in West Side Story of Romeo and Juliet is a good example.
Espero que agora na era digital as pessoas ganhem mais consciência deste tema e que participem no movimento para ajudar os artistas do presente e do futuro. E sim, o mortal pode fazer algo para mudar o sistema: por exemplo, licenciar as suas fotos no flickr sob licenças creative commons em vez de usar o copyright tradicional (todos os direitos reservados). Porque (e muita gente não tem consciência disso) se um trabalho não tiver licenciamento atribuído, legalmente é assumido o copyright absoluto…
Wednesday, October 24, 2007
Piratas!…
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Ainda assim, o site foi encerrado pelo FACT, em conjunto com a polícia local do Reino Unido, com acusações de “facilitação de violação de copyright na Internet”!
É absurdo! Aliás, um post anónimo inteligentemente questiona o acto, nos comentários ao artigo sobre o assunto no Slashdot:
“(…) here is a site, leveraging user content to provide the MPAA and such with direct links to content that is in violation. This seems like the perfect way to quickly and easily send massive amounts of DMCA takedown notices and such. (…) They might have just killed something they could have used as a great tool.”
Ravenspear no entanto esclarece logo a seguir:
“Most of the actual content was hosted on foreign servers in asia/europe, so a DMCA takedown notice would have done diddly squat to remove it.”
Mas como bem diz Jack Schofield, “se colocar links é ilegal, quantos de nós somos culpados?”
Ele continua, no seu post a respeito:
“É uma pena que as autoridades tenham iniciado as suas operações por um peixe tão pequeno. Há um par de multibilionários chamados Larry Page e Sergey Brin — os criadores do Google — que fornecem enormes quantidades de links para conteúdo que é distribuído ilegalmente. Aliás, tal como toda a gente sabe, eles na verdade hospedam uma grande quantidade de conteúdo ilegal no seu próprio site de vídeo, o YouTube.
Será que a mensagem é que é menos criminoso hospedar conteúdo ilegal no YouTube do que meramente linká-lo de sites como o TV Links? Ou será que o FACT (Federation Against Copyright Theft) e a polícia não se metem com quem quer que seja poderoso o suficiente para dar o troco? Será que o New Freedom blog está correcto quando diz, sobre o Google: “They just have so much money that they have become above the law.“?
Schofield remata o parágrafo seguinte com uma afirmação profunda:
Pensem nisso.
Monday, October 16, 2006
A Lei do Mickey
Havia 10.027 livros publicados em 1930, dos quais apenas 174 estão ainda sendo distribuídos. Isso perfaz 9.853 livros que estão completamente indisponíveis para você e eu, porque algum falecido algures some detém os seus direitos exclusivos.
Certamente que é bom pensar nos pais deixando um legado aos seus filhos na forma de uma propriedade que mantém direitos exclusivos de um trabalho famoso de literatura. Quem não deseja assegurar um futuro para os seus filhos? Eu quero assegurar um futuro para os meus filhos, por exemplo, e tenho a certeza que outros engenheiros informáticos sentem o mesmo. Nós o fazemos da mesma forma que todos os que não têm um monopólio forçado pelo governo (copyright) o fazem: gerindo o nosso dinheiro cuidadosamente e investindo em propriedade real, como bens imobiliários, ou títulos, ou fundos mútuos.
Não sou do tipo de invejar o sucesso de cada um. Se o Michael Jordan ou o Tiger Woods sao pagos em quantias exorbitantes para publicitar diversos produtos, bom para eles. Se alguém é obscenamente rico porque os seus pais lhe deixaram uma propriedade de valor incalculável, está bem para mim. Mas é interessante notar que quando se pensa nos mais ricos dos ricos, podres de ricos mesmo, eles tendem a ter feito a sua fortuna como um resultado de copyright. Bill Gates vende software protegido e patenteado. Oprah Winfrey vende revistas e um programa de TV protegidos por copyright. Estrelas de cinema aparecem em filmes protegidos. E assim por diante. Fico a pensar em como seria o fosso entre os ricos e os pobres se o governo não estivesse artificialmente reprimindo os pobres e protegendo os ricos?
origem do texto: Phillip Winn (extractos de The Mickey Mouse Law)
origem da imagem: http://cyber.law.harvard.edu/openlaw/eldredvreno/pubdomain.html