A Bíblia - Obra Divina?
“Se mais cristãos lessem a Bíblia, haveria menos cristãos”
“Quem seguisse hoje o que manda o Antigo Testamento seria preso como criminoso. Quem seguisse o Novo Testamento seria declarado louco”
“Parece-me que tudo o que é necessário para convencer uma pessoa razoável de que a Bíblia é uma simples invenção humana - uma invenção de bárbaros - é lê-la. Leia a Bíblia como você leria qualquer outro livro. Pense nela como você pensaria a respeito de qualquer outro. Tire dos olhos a venda do respeito reverente. Tire do coração o fantasma do medo e expulse do trono do seu cérebro a serpente da superstição. Leia então a Santa Bíblia e você se espantará por ter, algum dia, suposto que um ser de infinita sabedoria, bondade e pureza foi o autor de tal ignorância e tal atrocidade”
O cânon da Bíblia foi definido por votação e não por critérios objetivos, a partir de centenas de textos fantasiosos, contraditórios e de autoria duvidosa, séculos depois dos supostos fatos (referindo-se ao Concílio de Niceia). Se era tão importante, Deus deveria tê-lo entregue pronto, sem divergências internas e livros de profetas fracassados. Em lugar disto, o que chegou a nós foram lendas sobre como os canônicos saíram voando até o altar ou como foram os únicos que não caíram no chão quando a pilha de livros desabou. Dizem ainda que o Espírito Santo, na forma de uma pomba, pousou no ombro de cada bispo e lhes sussurrou o que fazer. Afirmava-se que os evangelhos deveriam ser quatro porque quatro eram os pontos cardeais (ou critérios igualmente objetivos). Também não há garantia de que o cânon esteja completo, que nenhum documento se perdeu. E depois de tudo, temos que acreditar que essa é a palavra de Deus, eterna e imutável.
Quando confrontados com os absurdos e atrocidades da Bíblia, crentes alegam que é preciso considerar o contexto, a época. Isto é verdade quando se trata de um relato puramente histórico. Não é possível julgar uma tribo primitiva que viveu há mais de 2500 anos segundo os critérios atuais. Da mesma forma, entretanto, eles têm que entender que os conceitos religiosos desses povos não se aplicam à nossa época. E por que uma parte é aceitável e outra não? Como definir o que ainda está valendo? Quais são os critérios? Somos nós que decidimos o que Deus quis dizer? E por que cada época “decide” diferente? A palavra de Deus não deveria ser eterna e imutável? Por que Deus ordenou que os judeus cometessem tantos crimes em vez de começar a educá-los desde o primeiro instante? A verdade, que os crentes não aceitam, é que cada povo cria o deus que lhe convém, um deus que “manda” com que eles façam aquilo que eles já faziam. Um deus que aprova e justifica seu modo de vida. Um deus criado à imagem e semelhança do homem.
vários autores
ver http://www.dantas.com/realidadebr/textos/citacoes.htm